Orizicultura
Área de arroz no Estado deve ter aumento de 7,5% na safra 2023/2024
Zona Sul também terá incremento de 9,01% na área do cereal com a previsão de plantio de 149.990 hectares
Foto: Divulgação - Rio Grande é o primeiro município da região com início
O plantio da nova safra de arroz irrigado 2023/2024 já começou em alguns municípios do Estado. A intenção de plantio divulgada no início desta semana pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) aponta uma área de 902.425 hectares em todo o Rio Grande do Sul, 62.453 hectares a mais do que a safra anterior, um aumento de 7,5%. Na Zona Sul do Estado, o aumento será de 9,01% chegando a 149.990 hectares, 12.407 hectares a mais do que a safra anterior.
Em contrapartida, haverá redução nas áreas de soja, que ocupará 8.956 hectares a menos e do milho, com 2.931 hectares a menos no Estado. A Zona Sul acompanha a tendência, com 11.907 hectares a menos de soja e redução de 1.825 hectares no milho. As demais regiões produtoras acompanham a tendência de aumento tanto no arroz quanto na soja, com exceção da Fronteira Oeste que deve aumentar a área de soja em nove mil hectares. No milho, deve haver aumento de área nas regiões da Campanha, Central e Planície Costeira Externa (PCE). Nas demais haverá redução.
A diretora técnica do Irga, Flávia Tomita, explica os motivos. “Estamos vindo de uma sequência de três La Niñas, ou seja de menor risco de alagamento, onde estavam sendo semeados a soja e o milho”. Segundo ela, com a previsão de El Niño, a chance de alagamento dessas áreas é maior.
Sem contar o preço pouco atrativo da soja e do milho, diz. “A soja em terras baixas teve uma queda de apenas 1,77% e o milho o preço não ajudou, e entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a saca teve uma queda de 65% no preço”, ressalta.
Na Zona Sul do Estado, que tradicionalmente começa a semeadura em meados de setembro, o município de Rio Grande já tem áreas semeadas, segundo o coordenador do Irga Zona Sul, Igor Kohls. Segundo ele, o fenômeno El Niño é o principal fator para os números da intenção de plantio na região. “Confirmadas as previsões de aumento de chuvas, também aumentou o risco para o cultivo de culturas de sequeiro em ambientes de drenagem mais dificil”, ressalta.
Segundo ele, a área de redução de soja corresponde ao aumento da de arroz. “Basicamente aquelas áreas mais perto dos arroios, de plano mais baixo, vai retornar com arroz”, diz. Na safra anterior, a Zona Sul foi a regional com a maior redução da área de arroz, em torno de 15% e este ano retorna com 9%. “O produtor vai seguir apostando nas culturas de sequeiro, mas em anos de El Niño há maior instabilidade de produção”, ressalta. Além do arroz ter uma maior estabilidade de produção, o produtor já estar acostumado a lidar com a cultura mesmo em anos de El Niño, o fator preço favoreceu a tomada de decisão. “Com o preços praticados atualmente, o produtor terá rentabilidade maior na cultura em detrimento da soja”, diz.
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